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  • Foto do escritorMauricio Daher

Há prazer em fotografar com um Smartphone?

Atualizado: 4 de set. de 2023

Muitas pessoas adoram fotografia. Equipamentos, estudos, passeios, fotos legais. Tudo muito agradável e prazeroso. Seja por hobby ou profissão. Mas há algo intrínseco que muitos amam mas não percebem; o ato de fotografar.

Operar o equipamento, obter o foco onde desejar, administrar a intensidade da luz, o tom, a composição/narrativa, efeitos óticos, enfim… o caminho que se percorre em busca da imagem perfeita no momento que estamos operando o equipamento (o momento do click) é um dos principais motivos desta paixão.

No momento do click todo o conhecimento técnico do fotógrafo, seu prazer em fotografar e uma boa parte de sua cultura e alma se transformarão numa imagem.


Mas o prazer se perde quando não há ergonomia.


Você sabe o que é ergonomia? Cushman e Rosenberg (1991) ressaltam que “a ergonomia aplicada ao desenvolvimento de produtos é uma tecnologia que visa criar produtos que funcionem bem em termos humanos. Seu foco é o usuário, e seu principal objetivo é assegurar a usabilidade e o prazer na utilização do produto.”

Por séculos a indústria fotográfica foi desenvolvendo a ergonomia dos equipamentos. De verdadeiros tijolões que eram os pinholes às atuais mirrorless temos muita evolução. O fabricante sempre buscando fazer um produto agradável de operar.

O Smartphone tem um app de “máquina fotográfica” que captura imagens e as envia para a memória, nuvem etc. Mas como é a experiência do ato de fotografar? Não é das melhores. Você já percebeu que dia muito claro não dá para ver direito o enquadramento e o foco, já que a tela reflete tudo. Não há imersão na cena que deseja registrar.


Tudo touch, ou seja tocar os dedos na tela em busca de minúsculos números como o obturador e ISO. Diafragma não tem. Cuidado para não tremer, não há muitos poucos pontos de ancoragem já que o celular fica, literalmente, pendurado nos braços.


Não é ágil. É chato, muito chato. O que faz o usuário? Clica no automático, ou seja, aponta e dispara. Adeus o prazeroso ato de fotografar, talento, alma, prazer.

Smartphones podem ser uma alternativa para fazer fotos simples por uma questão de disponibilidade, mas chamar de máquina fotográfica é um pouco demais.


Fotografar com smartphone não é prazeroso e muito da fotografia vem do delicioso ato de fotografar.


Abaixo o grip da chinesa Ulanzi. Um quebra galho para o smartphone ter a ergonomia de uma máquina fotográfica. A indústria sabe da limitação dos smartsphones para fins de fotografia.



smartphone com grip


celular com grip


Há prazer em fotografar com um Smartphone?

Autoria: Mauricio Daher é fotógrafo profissional, professor de fotografia e diretor Didático da Foto Conceito Escola de Fotografia. Iniciou na fotografia há 30 anos na época do filme com uma twin lens da Yashica (Yashica Mat - 124B), depois migrou para SLR, DSLR (Canon) e atualmente usa Fujifilm.

*As opiniões deste texto não necessariamente refletem as opiniões da escola.

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